Confederação Brasileira de Golfe

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O dia do golfe – Por João Adolfo Costa Lima

13 de agosto de 2007

O evento: Campeonato Amador Brasileiro
A razão: a disputa para ser o melhor do país
O cenário: não podia ser melhor, Gávea Golf Club, onde pela primeira vez há 77 anos Mac Gregor se consagrou campeão.

Domingo, 5 de agosto de 2007
Manhã fria. As nuvens delicadas, como lençóis de seda, cobrem o verde exuberante do palco entre as imponentes montanhas e o mar, onde, logo a seguir, se iniciará a grandiosa disputa do cobiçado título de melhor jogador do país. Assim como acontece na Grã Bretanha com o British Amateur ou nos Estados Unidos com o US Amateur e em todos os outros países.
Clareia o dia e, lentamente o palco vai sendo descoberto, como num ato solene, e a bandeira do nosso país é hasteada. Elegantes e dedicados jogadores começam a se aquecer e praticar suas habilidades, exibindo o colorido de suas vestimentas e equipamentos como guerreiros saindo para uma luta em busca de sua honra.
Começa então o dia final do amador brasileiro.
O vento começa a soprar mais e mais, como o som das gaitas de fole, anunciando o início do jogo.
Três a três vão saindo os jogadores, ansiosos e emocionados por esta disputa..
A platéia, no gramado, está repleta de amantes do esporte e, lá no alto, bem acima das nuvens, um grupo de senhores imponentes, com suas vestimentas elegantes de suas respectivas épocas, assistem a tudo com muita emoção. Com os olhos marejados, perguntam-se: qual deles irá colocar seu nome junto ao nosso na eternidade?
Senta-se então, em lugar especial, de onde se pode avistar os momentos mais importantes da competição, o expoente máximo do golfe profissional de nosso país, presenteando a todos com a sua admiração e presença.
Tudo está completo: a montanha, o mar, a mata exuberante, os esportistas apaixonados, tradição, elegância, espírito de competição e muita honra.
Os ventos aumentam, a platéia silencia e os Srs. lá no alto se emocionam: é anunciada a saída dos 3 últimos jogadores.
A batalha começa então a se desenvolver.
Habilidade, movimentos harmônicos e rítmicos, auto controle, estratégia e decisão são imprescindíveis.
Momentos de alegria se alternam com momentos difíceis.
Os jogadores entram na magia e no encanto da arte de 600 anos e saem do plano racional: visões, sensações, emoções e sentimentos tomam conta dos seus seres. Os sentidos ficam tão aguçados que passam a competir em um nível superior, onde o domínio da arte vem do controle do consciente para deixar fluir as puras, instintivas e naturais habilidades.
Percorre as montanhas de alto a baixo da mesma forma que com as emoções, duela com o vento, defende-se da mata, admira a grandeza do mar e preocupa-se com os limites. Desce a praia e enfrenta a forte brisa do mar, os obstáculos da água e os estreitos caminhos do percurso .
A adrenalina aumenta, os batimentos cardíacos também e a vontade de ganhar é tanta que supera a dor e o cansaço.
É chegada a hora de voltar para a montanha para terminar a batalha. Três heróis cruzam o túnel cercados pela multidão. Com o coração cheio de esperança de receber a benção de poder agarrar nossa bandeira e dizer: VENCI !!!!!!!
A pressão é grande.
Um deles, especialmente o que sempre esteve atrás, e que, no início do dia, com sua humildade, sentiu-se preocupado, pois havia focado somente nas diferenças físicas, começa a perceber sua grandeza interior, e, com caráter e determinação, tira de dentro de si uma enorme força, confiança e coragem e começa a se destacar. Assumindo pela primeira vez a liderança, mantendo muito respeito aos oponentes, por reconhecê-los como grandes.
Esta chegando a hora. A hora da definição.
Aqueles senhores sobre as nuvens se reúnem e tomam rapidamente sua decisão; se fecham em círculo, juntam suas hábeis mãos calejadas do esporte para somar todas as suas experiências e mandam, através da mata, no fairway do 17, um raio de luz que ilumina o jovem humilde e guerreiro que esta pronto a se arriscar no obstáculo mais difícil da disputa: atingir um alvo que não se podia ver.
O movimento é perfeito e a bola sai rasgando a montanha em direção ao alvo; a platéia fica sem ar, o coração de seu pai pára por um instante e volta a bater, acelerado, ao ritmo dos aplausos e gritos da multidão.
Ainda resta um último teste, mas o atleta já não se sente sozinho e, com total confiança, executa os movimentos finais da disputa.
O público se emociona, os competidores se rendem, seu pai chora, as gaitas de fole tocam, o sol se põe, o vento pára e aqueles lá no alto proclamam:
PEDRO COSTA LIMA – BEM-VINDO !!!!!!!!!!!!!
AGORA NOSSOS NOMES ESTARÃO PARA SEMPRE UNIDOS COMO HERÓIS DO NOBRE ESPORTE DE NOSSO PAÍS.

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