O carrinho e a Ferrari – Coluna Guillermo Piernes – CBG

Confederação Brasileira de Golfe

O carrinho e a Ferrari – Coluna Guillermo Piernes

19 de julho de 2007

Guillermo Piernes*

Na corrida para pagamento de impostos o carrinho de golfe supera com facilidade o ícone dos veículos de luxo na classificação da Receita Federal, onde o esporte dos tacos e bolas está longe de ser estimulado.
Os veículos importados são classificados pela Receita Federal com o código NCM que define a incidência de tributos federais que deverão ser pagos na nacionalização destes produtos, sendo que uma Ferrari é classificada pelo NCM 8703.23.10, e paga 35% de Imposto de Importação (II) e 25 % de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Um carrinho de golfe é classificado com o NCM 8703.10.00, que estabelece tributos de 35 % de Imposto de Importação (II) e 45 % de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), acrescentando ainda PIS, Confins, ICMS e etc. A lista de siglas de pesados tributos imposta para este tipo de veículo totaliza aproximadamente 107 %..
Um carrinho de golfe além de transportar jogadores em clubes e resorts de turismo é ferramenta para administrar e realizar a manutenção de um campo de golfe, transformando-se em mais um equipamento corrente para a prática do esporte.
Segundo o empresário João Vicente Bezerra, distribuidor no Brasil da Club Car a maior indústria mundial dos carrinhos especiais, as altas cargas tributárias brasileiras impostas a todos os produtos para golfe, como bolas, sapatos, tacos, além dos carrinhos, “penalizam o crescimento do esporte e conseqüentemente o desenvolvimento do Brasil”. Club Car, Yamaha e Izgo são as principais marcas presentes no mercado brasileiro de carrinhos especiais para golfe.
João Vicente disse que “os altos tributos inibem investimentos das fábricas” como a Club Car no país. Essa empresa, cuja sede fica perto do histórico campo americano de Augusta, produz diariamente nos Estados Unidos cerca de 1.000 carros para diversos segmentos.
Outros empresários de lojas de artigos de golfe também reclamam dos altos impostos que estimulam o contrabando e assim uma concorrência desleal. Por exemplo, uma bola de golfe importada é taxada como projétil, um tiro no pé para o desenvolvimento do esporte. “É hora de deixar de classificar o golfe como artigo de luxo, revendo conceitos, taxas e criando incentivos para este segmento tão importante para o crescimento”, disse João Vicente.

*Guillermo Piernes é consultor corporativo, palestrante e escritor. Assina as colunas de golfe da Gazeta Mercantil e revista Forbes Brasil. Autor de Liderança e Golfe, o poder do jogo na vida corporativa (Ed. Paradiso). piernes@yahoo.com

Pódio

Paraguaios: Empresários brasileiros e paraguaios iniciaram um acordo de reciprocidade no golfe. O empresário André Martins, da VB recepcionou quatro empresários do Asunción Golf Club, do Paraguai, no clube Guarapiranga. Em 15 de agosto, empresários golfistas de São Paulo embarcarão para jogar no campo paraguaio de Carlos Franco.

Alphaville: No Alphaville Graciosa Clube foi inaugurado um campo de nove buracos par três, construído na área do drive range. O mini-campo é totalmente iluminado. Yoshihiro Miyamura, diretor presidente do clube disse que o mini-campo foi “projetado para facilitar o treinamento de approach dos sócios do clube e promover a confraternização”.

Melhoramentos: Alexandre Sato e Marcos Frenette, da equipe Melhoramentos e Fernando Vieira, do Sol Meliá, foram os vencedores das três categorias da última etapa do CEG. 

 

 

 

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