O Brasil no Sul-Americano – Golfe com adrenalina – CBG

Confederação Brasileira de Golfe

O Brasil no Sul-Americano – Golfe com adrenalina

27 de março de 2007
Por Marco Frenette
 
Continua a série de perfis dos jogadores que defendem o Brasil no 40º Campeonato Sul-Americano de Golfe Juvenil. Conheça um pouco do estilo de golfe praticado pela paulista Cecília Kleinert
 
“Nunca se esqueça de se divertir enquanto joga”. Essa frase é comum no mundo do golfe, e já foi dita por profissionais de todos os tipos e gabaritos, incluindo Tiger Woods, Michele Wie e Greg Norman. No entanto, como em qualquer competição, é comum os rostos tensos ou tristes por conta de um resultado pouco ou nada satisfatório. Para muitos, a diversão só vem com a vitória, e como nem todos podem vencer, pode surgir uma matemática da infelicidade.
 
A golfista paulista Cecília Kleinert, do Clube de Campo São Paulo, tem uma natureza extrovertida que a salva desses sofrimentos desnecessários: “Não tenho o perfil da maioria das meninas que jogam golfe, completamente compenetradas e sérias. Gosto de rir em campo, e ver as coisas com mais leveza”.
 
Mas claro que uma visão leve e sem neuroses não seria suficiente para colocar essa paulista de 17 anos no topo do ranking nacional juvenil, o que garantiu sua vaga para representar o Brasil nesse 40º Campeonato Sul-Americano de Golfe Juvenil, ao lado de Bruna Spengler e Daniela Murray. “Treino regularmente. Amo o golfe, e minha vontade de estar em campo e fazer escore é sempre grande. No mais, conheço bem o Itanhangá, e isso será uma vantagem nesse Sul-Americano”, diz Cecília.
 
Ela está batendo bem na bola, com naturalidade e instinto. Houve alguma mudança recente em seu swing? “Perto de um campeonato importante como esse? Seria loucura, não acha? O máximo que estou fazendo é tentar manter os braços mais juntos na hora da passagem do taco, minha tendência está sendo afastá-los do corpo. Estou atenta a isso. De resto, minha grande preocupação é ter um bom ritmo, que é a alma do swing”.
 
Mesmo quando a passagem do taco tende a percorrer uma linha que se distancia do corpo, o tiro tem eficiência considerável. Nos drives, seu finish tende a ser mais clássico, no estilo de jogadores como Payne Stewart e Colin Montgomerie, com os cotovelos mais altos e apontados para linha do alvo, em vez de um final com braços e taco em espiral. É o tipo de finish que o lendário professor norte-americano Harvey Penick advogava como a mais perfeita: “Demonstra que o swing foi feito no eixo e sem força excessiva, com uma passagem de tacos e braços seguindo o máximo de tempo possível em direção ao alvo”. Tecnicamente, a moça está em boa companhia.
 
À moda de muita gente boa em campo, ela diz que o importante é deixar o swing “acontecer”. E o swing acontece. Com seus 1.70 m e 60 quilos, bate drives de 250 jardas.
 
Cecília é um interessante contraponto num mundo onde as melhores jogadoras sonham com uma carreira. Ela não pretende se profissionalizar. Quer ir estudar nos EUA, onde continuará a jogar como sempre fez. “Golfe para mim é sobretudo diversão, e uma grande possibilidade de abrir portas e conhecer pessoas. Viajo o mundo todo jogando golfe. O que posso esperar mais desse esporte maravilhoso?”
 
Esse modo de conceber o golfe vai ao encontro de sua personalidade.  “Gosto muito de conhecer pessoas, de ir a uma boa festa. Sei que há vida fora do golfe”, brinca. Mas no golfe há competição, e ela também gosta disso. “Adoro jogar na modalidade match play, pois você pode correr atrás da vitória buraco a buraco. É muito mais adrenalina”. 
 
Um pouco dessa postura diante do esporte vem de sua visão realista do golfe competitivo nos países de ponta. “Não pretendo entrar numa busca neurótica pelo sucesso no golfe. Há muita, mas muita gente boa lá fora, e acho que é muito melhor continuar na minha posição de boa amadora”. Por pensar assim, sua admiração não vai para Anika Sorenstam, Lorena Ochoa ou Michele Wie, mas sim para Candy Hannemann. “Uma brasileira chegar aonde ela chegou é algo que merece todo o meu respeito, pois sabemos perfeitamente que não é nada fácil se destacar”.
 
É com essa disposição de não se deixar engolir por ilusões ou expectativas exageradas, que ela entrará em campo para defender o Brasil. “Vou procurar jogar como sempre jogo. Costumo rir quando estou jogando bem, e também dou risadas da minha desgraça quando jogo mal e não encontro o meio do fairway”. Como bem disse o surrealista André Breton, o bom humor é uma revolta superior do espírito.
As Armas de Cecília Kleinert
 
“Jogo com ferros masculinos X14, da Callaway, com varas regulares, do pitch ao 4. Meu putter é um Odyssey 2-Ball. Uso dois wedges da Titleist, de 54 e 60 graus. Meu driver é um Cobra com vara regular, loft de 10 graus. Minhas madeiras de fairway são uma Callaway 7 e uma Ping Karsten 3 – essa Ping é bem antiga, mas acho muito melhor que qualquer uma das mais modernas. Não faço questão de jogar com tacos último modelo. O que eles precisam é funcionar bem e eu ter confiança neles.”
 

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