Jogo limpo
Era uma questão de tempo: as maiores entidades de golfe do mundo anunciaram nesta quinta-feira que concordam com a implantação de uma política anti-doping para o golfe profissional.
Essa questão vem sendo debatida há anos, mas sempre encontrou resistência – nada mais natural, já que o golfe sempre foi tido como um jogo de cavalheiros, que acabam atuando como juízes de si próprios durante as partidas. A PGA já havia se manifestado contra a instalação de testes anti-doping, mas jogadores de ponta como Tiger Woods, por exemplo, já deram declarações favoráveis ao controle de substâncias que possam influenciar na performance de profissionais.
O desenvolvimento do programa anti-doping do golfe contou com a participação e colaboração de pesos pesados como Augusta National, European Tour, LPGA, PGA of America, PGA Tour, R&A (para o The Open Championship) e USGA (para o US Open, US Women´s Open e US Senior Oper). Todas essas entidades estão propensas a adotar a política anti-doping.
Outras entidades já concordaram em participar da iniciativa, como Asian Tour, Australasian Tour, Canadian Tour, Japan Professional Golf Tour, Sunshine Tour e Tour de Las Americas – enfim, todas as principais entidades responsáveis pelo golfe profissional no mundo.
A primeira fase da política anti-doping do golfe profissional acaba de ser completada. Trata-se do desenvolvimento da lista das substâncias proibidas, que inclui anabolizantes, hormônios, estimulantes, narcóticos, canabinóides e beta-bloqueadores, por exemplo. A lista, porém, pode ser modificada por cada uma das entidades e será incorporada aos regulamentos das competições provavelmente a partir do ano que vem.
Atualmente, está em curso a segunda fase do projeto, que prevê os parâmetros para o programa anti-doping. Até o final do ano, as entidades irão determinar como os testes serão feitos e quais serão as penalidades aos atletas que forem flagrados fazendo uso de substâncias proibidas.
No ano que vem, será criado um Departamento Anti-Doping na World Golf Foundation. Esse será o setor responsável por coordenar o programa e por trocar informações com cada entidade signatária da política. As punições para os infratores serão controladas e administradas por cada uma das entidades.









